domingo, 12 de setembro de 2010


O dia em que cada um estiver com o mesmo ritmo cardíaco, olhando pro horizonte infinito no mesmo instante, de pés descalços no chão, sentindo a brisa no rosto, talvez esse dia possa entender que não importa aonde olhe, pise, sinta, estão todos no mesmo mundo, são todos chamados de seres humanos. Pode ser ele brasileiro, russo, alemão, árabe, índio, negro, branco, alto, baixo, gordo, magro, sejam quais milhões de características externas diferentes possam ter, todos sobrevivem pelo mesmo órgão chamado de coração. O mundo por ser tão imenso, abrange uma vasta diversidade de culturas, culturas as quais nos fazem ser pessoas preconceituosas, que julgam por uma aparência, julgam pelo que consideram certo ou errado, julgam pela miséria de conhecimento que têm. Quem sabe o mundo tenha que parar de girar, quem sabe todo ser humano precise viajar aos quatro cantos do mundo, quem sabe uma conversa seja necessária com cada cultura, para que possam entender que as diferenças existem na nossa mente, no que implantam no nosso inconsciente desde o momento em que nascemos e que se fôssemos nascer de novo em outra cultura, nos daptaríamos completamente à ela. O ser humano não é tão espetacular quanto se pensa, nem tão original quanto se defende. O ser humano na verdade é o ser mais plástico e moldável que existe. Qeuria eu nascer e permanecer uma criança pro resto da vida, a qual não tem ainda o entendimento dessa complexidade. Ou quem sabe nascer um animal, o qual não muda porque nasceu em certo país, ou porque é de uma cor diferente. Queria eu não precisar fazer parte dessa hipocrisia que custumam chamar de pessoas.

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