sábado, 13 de agosto de 2011

PERIGO! Sou mulher


TPM. A bendita fase que me deixa transtornada. Eu já sou feito lua, de diferentes jeitos. Quando a bendita chega fico mais oscilante ainda. Há quem aguente? Nem eu sei. Mas não to aqui escrevendo isso com a intenção de detalhar como fico quando to na tpm, muito menos explicar o que é a tpm. Até porque se eu fosse um homem eu jamais entenderia esse transtorno psicológico, hormonal, sentimental e colateral maluco. Mas quero escrever algumas instruções pro meu futuro marido, um aviso pra entregar a ele algum dia e escrito bem grande como título: PERIGO! 
Eu quando to na tpm tenho uma incrível facilidade em me irritar com qualquer porcaria. Eu disse qualquer porcaria. Então, meu querido, evite falar. Deixa pra reclamar do emprego na semana que vem, deixa pra me pedir um cafuné outro dia, deixa pra dizer que nossos filhos tão arteiros no mês que vem. Mas por favor, essa semana me poupe de problemas. Sim, eu vou reclamar até da formiga que carregou um grão do meu açúcar. Mas entenda, eu estou na tpm. Vou querer desabafar contigo até sobre a sinaleira que resolveu estragar justo quando eu queria passar. Mas me deixa, não briga comigo e nem se irrite, simplesmente escute, é só essa semaninha. Eu vou xingar todos os teus defeitos e vou esquecer por completo de todas as tuas qualidades. Mas nesse momento tens que lembrar das vezes que te teci um elogio, e aliviar a raiva que vais ta de mim no momento. Nesse tempo todo a única coisa que te aconselho é: cala a boca. Me escuta, fica por perto, não some, me olha nos olhos, mas não fala nada. Qualquer simples palavra pode ser um mundo desabando pra mim nessa semana. 
E no fim do dia quando me veres num cantinho, quietinha, aparentemente pensando longe, chega perto de mim e me abraça. Me abraça sem dizer nenhuma palavra, mas de um jeito que faça eu entender um ‘eu te amo, eu to aqui’. Isso vai me acalmar, toda a turbulência do dia vai desaparecer ali. Pelos teus momentos em silêncio sendo compreensível com a chata faladeira aqui. Pelos teus olhares de entendimento quando eu chorei por causa do filme de comédia. Por teres lembrado de me trazer um chocolate. Pelo abraço sincero quando a vontade devia ser de me esganar. Me acalmar por me mostrares, sem precisar de palavra alguma, que me amas, até nos meus piores dias. 


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